quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mansinho
do livro " Vida e Obra de Monsenhor Marciano" de José Marinho de Araújo, o Padrinho Vigário de Santa Rita de Jacutinga MG.

“Mansinho” é o nome dado aquele burro manso. Não era bem manso. Havia necessidade de um adjetivo mais forte, que condissesse bem as suas qualidades. Era um burro mansinho. Daí, o seu nome “Mansinho”.
Quantas vezes, fez ele a viagem da casa de dona Flor, na fazenda de Leandro Tomaz ao Seminário de Mariana no sagrado mister de trazer e levar o seminarista Marciano?
As férias aproximam-se. Marciano preliba os encantos da viagem. À chegada, o abraço e os beijos de sua mãe. O aconchego ameno e suave de suas irmãs. O dia chega. Seu tio, o bondoso tio José, está aí, puxando, pelo cabresto o manso “Mansinho”. E vão pela estrada, afora, em busca de Desterro do Melo.
Era aquele mesmo burro que voltava à Mariana, devolvendo Marciano à lides do Seminário.
“ Mansinho” conhecia bem os caminhos e encruzilhadas, do trajeto que levava dois dias para ir e dois dias para voltar. O nome exerce grande influência às pessoas, aos animais e às coisas. O burro tornou-se cada vez mais mansinho, levando ao lombo tão preciosa carga.
Aquela parada de descanso, em meio do caminho, onde pernoitava, já lhe tornara bem familiar. Até as ruas de Mariana...
Foi “Mansinho” que conduziu Marciano, já ordenado padre, desde sua a casa de Desterro do Melo até Santa Rita de Jacutinga. Fizera esse longo percurso, trazendo, não o seminarista, mas o padre vigário, colocando-o à frente de sua paróquia, na qualidade de seu diretor espiritual.
Quanto serviço prestou “Mansinho” ao padre! Constantemente era visto, pelas estradas da região, levando-o a inúmeras capelas, no meritório trabalho de distribuição dos sacramentos da Igreja.
- “Mansinho”, você está velho! Não aguenta mais serviço!
Padre Marciano acariciava-lhe a crina. Contemplava o animal. Em seu espírito, o passado de “Mansinho” tomava cores.
- Tanto serviço que você me prestou! Já está velho mesmo, acabado. Vai ter sua carta de alforria. Não trabalhará mais!
De fato, padre Marciano, manda soltar “Mansinho” com a recomendação de que não o fosse apanhado para quaisquer serviços, fossem eles quais fossem. Embora muito leves.
E “Mansinho” gozou da liberdade por muitos anos. Morreu de velho. Teve velhice descansada, sem trabalhos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008



Piloto. O cavalo que recebeu uma Carta de Alforria

Piloto.
( Livro Vida e Obra de Monsenhor Marciano ,José Marinho de Araújo).



"Vamos, agora, a história de Piloto.
Segundo animal que obteve de padre Marciano, as graças de uma carta de alforria.
Era um cavalo manso. Trabalhador. Prestou bons serviços ao Vigário. Entre eles, o da construção do Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário.
Todo santo dia, era ele visto subindo o caminho ziguezagueante do Monte Calvário. Conduzindo, água, areia, tijolos e outros materiais destinados à construção da Capela.
Ia à frente, pela manhã, dos operários. Daí o nome recebido “Piloto”. Nome dado com acerto.
Cônego Marciano, fazendo lembrar o ato de que foi contemplado “Mansinho”, dá a “Piloto” a carta da liberdade.
[1]
Prestou bons serviços, e, por isso, não podia trabalhar mais.Tinha o direito ao descanso de uma aposentadoria.
Por muitos anos, era vista, de uma das paredes da sala de visita de cônego Marciano, a fotografia
[2] de “Piloto”. Nela havia uma legenda. A história dos serviços prestados pelo cavalo ao Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário. Terminava, com essas palavras, escritas de próprio punho, pelo Cônego Marciano:

- “As boas obras são as chaves d’oiro com que se abrem as portas do céu”.
Foi esse o lema de nosso virtuoso biografado".


[1] (Texto guardado juntamente com as relíquias de Monsenhor Marciano, na Igreja de São Sebastião, no Bairro da Santa Casa).





domingo, 9 de novembro de 2008


Planta da Igreja do Alto. Seu sonho. Acervo de José Marinho de Araújo

..."- Estou velho já perto da Eternidade. Morro e não fundo a minha Santa Casa. E Nossa Senhora d’Aparecida a quem dei a minha casa, não me protege!
Entrega-se a uma grande tristeza. Mas não se queixa porque adora a Maria Santíssima mais do que sua própria vida. Dela se tornara um fervoroso devoto. E acrescentava sempre:
- Eu me conformo com os decretos insondáveis do Eterno.
Ia amortecendo-lhe o desejo de construir a sua Santa Casa, quando, um dia, Nosso Senhor lhe sugere uma idéia.Recebeu-a, num dia de recolhimento, oração e meditação.
- Hás de construir o Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida, no cimo dessa colina elevadíssima, em cuja base está situada a sede de tua Freguesia. A tua Santa Rita querida! Assim, a Santa Casa poderá ser mantida com as esmolas depositadas pelos fiéis aos pés de Nossa Senhora d’ Aparecida do Monte Calvário.
A inspiração partida de Deus, enche-o de coragem. Todas as dificuldades que conturbavam a sua idéia desapareceram. Em seu lugar, solidifica-se a vontade de levar a efeito a grande cruzada, cruzada inspirada por Deus.
Resolve construir a capela no alto do morro.
Ia tudo muito bem. Reuniu material, contratou pedreiros, carpinteiros, serventes. O trabalho foi aparecendo. As paredes iam levantando-se. As torres foram esboçando-se.
Mas decorre uma circunstância. Ao terminar a estrutura do templo, os recursos financeiros periclitam. A obra tem que ser paralisada. O povo já se encontra cansado de contribuir.
- Que fazer?
Essa pergunta caiu por sobre as dificuldades surgidas à frente do vigário. Como se fosse ela um elemento provocador de luz sobre as trevas de um novo embaraço que se antepõe aos anseios do cônego Marciano.
Vê, de sua residência, a construção quase acabada, no alto da montanha. Chora porque não tem recursos financeiros para o término das obras.
Resolve viajar, espalhando os benefícios da Igreja, ampliando os limites de sua paróquia. Volta com algum dinheiro. Mas não o suficiente.
Adquirira, há tempos, um sítio, com pequenas economias. Era o que possuía de bens terrenos. Tornara-se proprietário é por que assim o obrigaram. Teve que comprar as terras a fim de agradar a um de seus paroquianos.
Mais uma vez, o seu desprendimento para os bens terrenos se revela: vende as terras. Termina, assim, com o produto da venda de suas próprias terras, a construção do Santuário.
Para que lhe servem os bens terrenos? Para nada! Não os desejava possuir. Há bem pouco doava a sua própria casa à Santa Casa. De coração, doou, também, suas terras para o término das obras do Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário.
Decorrem três anos. Os sacrifícios, imensos. Os trabalhos, árduos. Mas a dedicação continua; não desaparece envolto na tormenta das dificuldades. Cônego Marciano se sente cansado. Esmorece...
Mas, lá no alto do antigo morro do Santo Cruzeiro, ergue a linda Capela, com suas torres apontando o infinito.
Guarda ainda os esplendores da festa de inauguração, que duraram um mês. Um mês inteiro... A folhinha marcava o dia 28 de julho. O ano era o de 1912.
O esmorecimento é alentado pelo fato de vê, já aparelhado, o prédio onde há de funcionar o hospital de sua Santa Casa.
Em 17 de novembro de 1914, quando completava os seus 55 anos de existência, fez inaugurar, com a maior pompa, a Santa Casa de Misericórdia de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário. Localizava no prédio por ele doado. Pontilhava-se, no terreno de um alqueire, que lhe servia de quintal.

Cônego Marciano dedica-se, exclusivamente, à sua Santa Casa. Não se cansa em pedir uma esmola para o estabelecimento pio.
Quer ver o hospital crescer. Quer ver o seu patrimônio tomar vulto. E consegue, amparado pela sua força de vontade, que, de ano a ano, acentua-se, fazendo afastar-se de si toda a espécie de dificuldades e desânimos.
A sua residência e hospital representavam um só todo. Todo dinheiro que cai em suas mãos é destinado à manutenção de sua Fundação. As despesas grandes. Mas padre Marciano faz com que os débitos oriundos do funcionamento da Santa Casa sejam solvidos em dia.
Espalha-se, nos dias de hoje, pelo alqueire de terras que doou a Santa Casa, um enorme casario, colocado em algumas ruas estreitas, mas bem limpas e cuidadas. Uma praça espaçosa. Lindo bairro, num vértice suave.
O povo batizou o lugar de Bairro da Santa Casa."..... José Marinho de Araújo em seu livro Vida e Obra de Monsenhor Marciano, por FHOAA

Igreja de Itaboca, construída por Monsenhor Marciano Bernardes da Fonseca.


sexta-feira, 7 de novembro de 2008




Igreja de São Sebastião.


Foto Original do acervo de José Marinho de Araujo. Corrigidos os efeitos do tempo por FHOAA


Jubileu de Monsenhor Marciano


Paisagem da cidade em 1937. Jubileu Monsenhor Marciano. Foto editada por FHOAA.


Cinquenta anos de pároco, assim conta-nos José Marinho de Araujo em seu livro Vida e Obra de Monsenhor Marciano.

-"... São decorridos cinqüenta anos! Lembro-me, muito bem, do dia em que cheguei a esse lugar. Um pequeno povoado, ainda em formação. Não me escapa o nome de qualquer um dos fazendeiros daqui. Eram todos meus amigos. A população era pequena. Toda dedicada à lavoura. Que bons tempos! Como os anos passam!
Assim exclamava o velhinho Monsenhor Marciano. Os anos quase setenta e oito! – pesavam sobre ele, mudando o seu físico. Aquele corpo forte, disposto ao trabalho, já se enfraquecera. Os seus cabelos brancos, respeitáveis, enfeitavam-lhe o rosto coberto de rugas.
- Já batizei avós, filhos e netos. Agora, estou batizando bisnetos!
Cinqüenta anos de serviços prestados à Igreja, em uma só localidade. Mas cinqüenta anos de verdadeiro sacerdócio. Dez lustros de dedicação ao povo a que Deus elegeu para seu rebanho. Vida dedicada a suas ovelhas, somente a elas. A população local tornou-se a família de “Padrinho Vigário”. Era o seu guia e o seu conselheiro. Sempre distribuindo a todos bens espirituais e materiais, a mão cheias.
Bem-aventurados os que praticam o bem pelo amor ao bem.
O tempo decorreu, passando pelo seu bojo, nada menos de meio século. Nesse espaço, a dedicação ímpar, de “Padrinho Vigário”, corporificou-se, derramando-se em exemplos edificantes.
Fortuna da terra, nenhuma. Do céu, graças em profusão. De bens terrenos não amealhou coisa alguma, pois levou existência distribuindo tudo o que caia em sua bolsa, produto de peregrinações pelas serras, à procura de longínquas capelas de sua vasta freguesia.
Praticando o bem, distribuindo-o, sem prescrições, não teve oportunidade para juntar, para si, algum dinheiro que lhe garantisse algum conforto, nos últimos dias de sua vida.
Conseguiu muito. Mas doou-o à Santa Casa de Misericórdia, ao Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário e aos pobres e necessitados que o cercavam.
Havia pobreza, em sua paróquia. Mas não pedintes, porque “Padrinho Vigário” atendia a todos, numa obra vicentina, sem alardes, sem publicidade.
Por muito tempo, foi chamado pelo nome de “Pai dos Pobres”, até que “Padrinho Vigário” substituísse-lhe o tratamento consagrado por seus paroquianos.
Perguntamos, um dia, a Monsenhor:
- De bens terrenos, Padrinho Vigário só possui a casa em que mora?
- Não, meu filho, nem esta me pertence. Por ser esta a casa em que passei toda a minha existência de vigário daqui, resolvi doá-la ao hospital de minha Santa Casa, o meu estabelecimento pio, fundado por mim e razão de minha existência. Vivo agora para os pobrezinhos de minha Santa Casa.
Pobre nascera, pobre viveu. Mas enriqueceu-se em boas ações prestadas a seus semelhantes.
O seu nome se tornou uma bandeira para as causas locais.
Dignificou a Igreja, exaltou o Bispado. Elevou sua Paróquia. O seu nome não era seu. Como também não era seu, o seu bem. Eram de todos aqueles que o rodeavam. Os seus anseios eram de seu povo. Anseios que sempre redundaram em benefício da coletividade.
O mundo não vale, com seus faustos, suas pompas, suas glórias efêmeras, as preciosidades de certas vidas. Eleitas por Deus se transformam em tesouros que emolduram a Terra, embora pertencendo aos Céus.
Alma e coração de “Padrinho Vigário” se algamaram, desabrochando-se em preces.
E como foi formosa a primeira. Aquela que subiu a Deus, na manhã de 24 de julho de 1887, quando celebrava a sua primeira missa em Santa Rita de Jacutinga.
Estabeleceu ela um liame esplendoroso entre a Terra e o Céu.
E a prece alongou-se, alongou- se, por cinqüenta anos afora, sem solução de continuidade. Tomou forma homogênica, contínua, transformando-se em um todo. Um breviário de horas felizes. Não obstante, aparecerem, entre elas, momentos amargos, eram amenizados, em compensação, por um evangeliar de aleluias. impregnado de Te-Déuns de supremas graças.
Mas, surge, radiante, o dia 24 de julho de 1937, em que se marcou cinqüenta anos de pároco a Padrinho Vigário.
Servir a Deus é uma magnificência. Pra as gerações crepuscularam os sóis desses longos dezoito mil duzentos e cinqüenta dias. Mas a luz que se emana do apóstolo de Santa Rita de Jacutinga, projetou- se, ao longo de suas encruzilhadas, em suas quebradas, em suas serras, nos torcícolos de seus rios, nas grimpas de suas montanhas, nas escarpas e veredas palmilhadas por “Padrinho Vigário”.
Um impregnação de perfume lirial, emanada de sua vida santificada, conservando beatal aroma, aquele mesmo aroma das primeiras horas de sacerdote em Jesus Cristo, forma uma radiante esteira que se debruça pelo ondular da existência, desse trajeto do tempo, desde o dia em que padre Marciano descia de sua montaria, o burro “Mansinho”, no lugarejo que se tornou cidade.
Já se afirmaram que Monsenhor Marciano é Nome e é Vida, que não tem Ocaso, pois nele vive Nosso Senhor Jesus Cristo, Eterno Sol de Eterno Dia.
As virtudes do piedoso Vigário, por força dos fatos, determinaram a que seus paroquianos lhe prestassem grandes homenagens. Prova de gratidão ao grande missionário do Bem.
E a festa alcançou brilho. Tomou aspectos tocantes. A ocasião era oportuna: comemoração das bodas de ouro de Padrinho Vigário. Não foi uma festa, na expressão exata dos acontecimentos. Não foi o que se pode chamar manifestação. O que se realizou, foi além de uma consagração pública. Pelos esplendores, com que se revestiu, transformou-se ela em uma apoteose cívico religiosa.

Santa Rita de Jacutinga, aquele pequeno povoado, vislumbrado por padre Marciano, em 1887, se tornou cidade; mudou de aspecto. Vestiu-se para homenagear a seu santo diretor espiritual. A seu conselheiro e guia.
As ruas íngremes, aterradas e limpas. As casas, parecendo superpostas, apresentavam-se, todas elas, pintadas de novo. A brancura do casario tornava a localidade, ao longe, vista pelas grimpas das montanhas, que ornam a localidade, em um presépio. O pitoresco do conjunto parecia homenagear, também, a seu Vigário.
E porque não? A natureza compartilha, às vezes, das alegrias do homem.
As ruas, todas enfeitadas. Bambus, trazendo a sua verde folhagem, em arco. Bandeiras, em profusão. Conjunto que se fez transformar, em túneis, aquele emaranhado de folhagens verdes e cores variadas do papel de seda e tecidos cortados em bandeiras.
De ponto em ponto, um arco ornamental. Traziam, eles, os mais expressivos dísticos, com palavras dedicadas ao homenageado: “Beneditus Qui venit in nomine Domini”, “Ecce Sacerdos Magnos”, “Viva Monsenhor Marciano”, “Viva Padrinho Vigário”.
Dom Justino José de Sant’Ana, bispo de Juiz de Fora, a cuja diocese pertence a paróquia, veio tomar parte nas homenagens, trazendo consigo, grande número de vigários da diocese. Colegas de estudo do homenageado vieram, de longe, trazerem-lhe o abraço de felicitações.
Bandas de músicas, com seus componentes uniformizados chegam, das localidades vizinhas. Emprestaram às solenidades, realçante concurso. Quando o sol começou a beijar, com seus raios, os altos dos morros, já recolhiam as bandas, vinda do delicioso trabalho de despertar a população, com música alegre. Para a alma do Monsenhor Marciano, aquela música não trazia alegria em princípio, mas, depois de se desembaraçar da emoção, elevava suas preces ao Senhor, agradecendo-lhe todo o bem celestial que ora fazia derramar por-sobre o padre Vigário que serviu sua existência a uma única paróquia.
Chega um trem especial. Os lindos estandartes de associações religiosas de paróquias vizinhas emprestavam grande imponência à localidade. Vinham, em romaria, associar às homenagens.
Monsenhor apresentava-se com uma batina nova, oferecida por seus paroquianos. Se não o fosse, seria visto, como sempre, com aquela velhinha, encardida, cheia de resíduos de rapé. Porque não tinha meios para comprar uma nova. Cuidando dos outros, esquecia- se de sua própria pessoa.
E exclamava:
- Como são bons os meus amigos. Não mereço tanto!
A sua presença de espírito não se conturbou, diante das explosões de contentamento de seus paroquianos.
Passam as primeiras horas do dia. E Padrinho Vigário é visto sempre entregue à preocupação de contar suas anedotas e fatos singulares ocorridos em sua existência.
- Não me esqueço daquelas moças, que se achavam à janela, quando cheguei a este lugar. Elas, quando me avistaram, estava cansado; devido à longa viagem empreendida, envergado sobre o animal. Quiseram tirar conclusões a meu respeito. Viram-me com um aspecto de doente. Fraco. Exclamaram: - “Temos padre para pouco tempo!...” Eu ouvi bem a profecia dessas moças. E ela me impressionou, fortemente... Mas falhou... Que “pouco tempo” tão longo!... Cinquenta anos! Como se enganaram..." José Marinho de Araújo.

Jubileu de Monsenhor Marciano