terça-feira, 25 de novembro de 2008

Piloto. O cavalo que recebeu uma Carta de Alforria

Piloto.
( Livro Vida e Obra de Monsenhor Marciano ,José Marinho de Araújo).



"Vamos, agora, a história de Piloto.
Segundo animal que obteve de padre Marciano, as graças de uma carta de alforria.
Era um cavalo manso. Trabalhador. Prestou bons serviços ao Vigário. Entre eles, o da construção do Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário.
Todo santo dia, era ele visto subindo o caminho ziguezagueante do Monte Calvário. Conduzindo, água, areia, tijolos e outros materiais destinados à construção da Capela.
Ia à frente, pela manhã, dos operários. Daí o nome recebido “Piloto”. Nome dado com acerto.
Cônego Marciano, fazendo lembrar o ato de que foi contemplado “Mansinho”, dá a “Piloto” a carta da liberdade.
[1]
Prestou bons serviços, e, por isso, não podia trabalhar mais.Tinha o direito ao descanso de uma aposentadoria.
Por muitos anos, era vista, de uma das paredes da sala de visita de cônego Marciano, a fotografia
[2] de “Piloto”. Nela havia uma legenda. A história dos serviços prestados pelo cavalo ao Santuário de Nossa Senhora d’Aparecida do Monte Calvário. Terminava, com essas palavras, escritas de próprio punho, pelo Cônego Marciano:

- “As boas obras são as chaves d’oiro com que se abrem as portas do céu”.
Foi esse o lema de nosso virtuoso biografado".


[1] (Texto guardado juntamente com as relíquias de Monsenhor Marciano, na Igreja de São Sebastião, no Bairro da Santa Casa).



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